Quando pensas que conheces realmente alguém, que és realmente importante para esse alguém, acabas por descobrir que afinal não eras importante. Tudo é relativo ao momento e ao espaço. És simplesmente substituível, trocado, atirado fora ou para os arrumos. Quando precisam lembram-se de ti, ou esquecem-te para sempre como um brinquedo usado e velho. Não importa quanto tempo te conhecem. O tempo não conta pevas. No final percebes que acabas por só existir tu contigo próprio, só podes contar contigo e as vezes nem contigo! As vezes, até o teu próprio corpo, parece ser teu inimigo e te abandonar. Somos apenas peças de um jogo da glória ou de um monopólio. Quando damos jeito, somos usados. Somos apenas parte da colecção de vidas, de outras vidas, que se servem de nós, nos glorificam, e têm-nos como trunfo ou dão-nos como relíquia enquanto não passamos de moda ou enquanto a colecção não é renovada.
Achas que realmente és insubstituível?! Enganas-te. Tudo é substituível. Um amor, uma amizade, tudo! Agora és preciso, lembrado, és um Deus. Amanhã serás esquecido, mais cedo ou mais tarde, atirado para a sombra, para arrecadação da vida. Quando repares já perdeste tudo, já te roubaram a segurança e o conforto que tinhas naqueles tempos virtuosos, naqueles tempos em que eras o rei e o desenhista no teu mundo ilusório de fantasia. Acordas e vês que afinal o autor desta história não és tu! És apenas uma personagem secundária, ou até um figurino, que é sacrificado em prol do final feliz.
No fundo todos somos personagens e autores. Personagens dos outros, fantoches de outrem. Autores da vida alheia. Somos todos, luz e escuridão. Somos corvo e pomba. Guerra e paz. Virtude e desdém. Somos apenas humanos subjugados a nossa condição de eternos errantes num mundo finito por nossas mãos.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
sábado, 6 de março de 2010
(Eterno) Meio-Meio
A vida é feita de metades! Meias verdades, meias mentiras…
o Dia é meio de luz e meio de escuridão! Na vida real e o imaginário ficcional são dimensões distintas que juntas criam o nosso equilíbrio emocional! Nelas existem sempre os dois reversos da moeda.
O bem e o mal, o belo e o horrendo, a luz e a escuridão, o crer e o poder, e intenção e a acção, o amor e o ódio… São paradoxos essenciais… são o balanço do mundo!
A vida é feita de metades… umas sem as outras as outras não fazem sentido. Nada são!
Sejamos realistas! Todos vocês são unívocos?! Não tem um “meio-meio” dentro de vós?! Andam sempre alegres ou tristes?! Onde vivem fazem sempre invariavelmente 40 ou -40 graus?!
Tudo tem um equilíbrio necessário! Tudo tem um meio-termo! Tudo tem um “meio-meio”!
É o equilíbrio essencial entre o caos! Na vida tudo é moderado (ou deve sê-lo)! O mundo, o universo, o ser! Tudo está em equilíbrio!
Por isso lembrem-se “ nem tanto ao mar, nem tanto á terra! “ pois “no meio está a virtude”!
o Dia é meio de luz e meio de escuridão! Na vida real e o imaginário ficcional são dimensões distintas que juntas criam o nosso equilíbrio emocional! Nelas existem sempre os dois reversos da moeda.
O bem e o mal, o belo e o horrendo, a luz e a escuridão, o crer e o poder, e intenção e a acção, o amor e o ódio… São paradoxos essenciais… são o balanço do mundo!
A vida é feita de metades… umas sem as outras as outras não fazem sentido. Nada são!
Sejamos realistas! Todos vocês são unívocos?! Não tem um “meio-meio” dentro de vós?! Andam sempre alegres ou tristes?! Onde vivem fazem sempre invariavelmente 40 ou -40 graus?!
Tudo tem um equilíbrio necessário! Tudo tem um meio-termo! Tudo tem um “meio-meio”!
É o equilíbrio essencial entre o caos! Na vida tudo é moderado (ou deve sê-lo)! O mundo, o universo, o ser! Tudo está em equilíbrio!
Por isso lembrem-se “ nem tanto ao mar, nem tanto á terra! “ pois “no meio está a virtude”!
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