Há dias em que caiu no meu intimo e deparo-me com a desorganização em que encontro a minha mente!
Afinal, eu, não sou eu! Eu não posso ser eu, numa sociedade que me controla, me suga, me dirige! Uma sociedade que me aprisiona, que me impõe obstáculos e espera de mim o que eu posso não querer dar! Uma sociedade que se auto-condiciona!
É um controle mascarado de democracia, mascarado do que chamamos regras e estabilidade, um controle ditatorial, imanente á sua condição democrática! Esta sociedade que nos diz que podemos ser, o que queremos ser, mas que na verdade nos conduz para o que querem que sejamos!
A verdade é que, é um controle necessário para o bem das massas, mas que resvala a parte para a sua condição de peça de um puzzle onde a imagem é o todo!
Esta sociedade não é mais que uma fábrica de produção em massa, e cada um de nós faz parte de uma máquina de serie que se falhar irá comprometer a produção do produto final! Em prole de tal, nesta linha de fabrico, quando falhamos e deixamos de ser produtivos, podemos sempre ser substituídos e, na melhor das hipóteses, ser atirados para a secção da reparação onde, muitas vezes, andamos empurrados de técnico para técnico sem certezas de concerto, ou, por outro lado, atirados de vez para a lixeira da sociedade. Beco esse, para o qual, por possuirmos “ ideias recicladas”, de valores reais mas incompatíveis com a nossa “condição robótica”, somos desprogramados e colocados fora como lixo da sociedade, para o lado escuro de que ninguém quer saber por estar demasiado ocupado a ser, não o que realmente quer ser, mas o que o levam a quer ser e para o qual o programam desde cedo!
São estes incompreendidos que vêem a verdade do mundo! Por vezes dizem: “ és de outro mundo!” E na verdade sou! Sou do mundo ideal onde posso ser quem eu realmente sou! Pertenço aquelas pobres almas que deprimem por estar certas, quando o mundo está errado! A pequena parte … Oh! Quantos a ela não pertencem, embora não o admitam ou tenham tido sequer tempo, no meio do desempenho do seu papel pré-destinado na sociedade, de se aperceber de tal! … a parte daqueles a quem os outros dizem que não vale a pena lutar contra a maré, e nos ensinam a resignar-nos á nossa condição para que a nossa vida não seja de vez atirada contra a pilha de lixo!
A pilha de lixo, do canto mais obscuro, dos becos das lixeiras desta sociedade tão pouco clara mas construída á luz de todos os que tenham a ousadia de a quer ver sem falsas verdades, sem floreados! Nua e crua, pronta para nos consumir e usar a seu belo deleite e pior, com aprovação de nós mesmos! !
sexta-feira, 2 de abril de 2010
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